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Palavra para a Missão -Este ano
Uma página de metodologia missionária
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Le défi d'être guide pour ceux qui veulent “voir Jésus”
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O «coração sincero»: berço do verdadeiro culto
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“Tornar-se leprosos”, como Jesus, para curar e salvar os irmãos
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A vocação como «paixão» pela Missão
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Uma página de metodologia missionária

19.07.2009
XVI Domingo do Tempo Comum
Ano B

Jeremias 23,1-6
Salmo 22
Efésios 2,13-18
Marcos 6,30-34
Reflexões
Um novo e importante capítulo de metodologia missionária começa com as palavras de Jesus (Evangelho): «Vinde comigo a um lugar isolado e descansai um pouco» (v. 31). Palavras que fazem parte da missão que Jesus confia aos discípulos de então e de hoje. Também neste convite Jesus se revela mestre sábio e concreto. Tinha enviado os discípulos (veja-se o Evangelho de domingo passado) dois a dois, desprovidos de meios materiais, para o meio de gente desconhecida, para uma actividade nova no estilo e exigente nos conteúdos (anúncio do Reino, mensagem das bem-aventuranças), com a perspectiva de serem rejeitados… sem contar para além disso com a fadiga das viagens. Quem quer que tenha feito experiência pessoal de viagens missionárias compreende estes diversos tipos de fadigas, físicas e apostólicas. O stress, por vezes até ao esgotamento, acompanha muitas vezes a vida do missionário.

O convite de Jesus a descansar, a afastar-se para um lugar isolado, é uma medida de bom senso e de método. Manter um ritmo de repouso e de recuperação das forças físicas e espirituais, tomar distância das actividades para um tempo de reflexão e de avaliação, são mecanismos vulgares para recarregar as baterias. Mas Jesus vai além na sua metodologia missionária: Ele cria um espaço aos discípulos, para que relatem a missão, aquilo que fizeram e ensinaram (v. 30). Relatar a missão, dar conta dela a Jesus e aos companheiros de equipa, falar dela juntos, confrontar-se com outros, consolar-se e apoiar-se nas dificuldades, rever métodos e estratégias, discernir juntos… são passos de um estilo missionário vencedor. Jesus é o primeiro a querer ser envolvido neste processo de revisão: é Ele que pede tempo para isso e faz questão de estar presente, de ouvir, orientar… Também hoje, qualquer avaliação, para que seja eficaz, deverá fazer-se sempre, à luz da Palavra de Deus, diante do Sacrário, no seio de uma comunidade de irmãos e de irmãs. Isto é válido para a missão, como, de resto, o é para todas as actividades de desenvolvimento humano integral, que é parte da missão. (*)

Jesus mantém o convite a retirar-se “para um lugar isolado” (v. 31.32.), dado que “não tinham sequer tempo para comer” (v. 31), mas, ao mesmo tempo, não é inflexível e dá provas de disponibilidade perante as emergências. Não se retira perante um novo assédio da multidão, pelo contrário renuncia ao seu sossego, tem compaixão da multidão e põe-se novamente a ensinar muitas coisas. Jesus sente uma comoção profunda pelas pessoas, “porque eram como ovelhas sem pastor” (v. 34). Os guias políticos e religiosos do povo abandonaram-nas a si mesmas e procuram outros interesses. Já tinha acontecido no Antigo Testamento, como denunciavam os profetas Ezequiel, Jeremias e outros (I leitura): «Ai dos pastores… Vós dispersastes as minhas ovelhas e as escorraçastes» (v. 1-2). Por isso o Senhor compromete-se pessoalmente: «Eu mesmo reunirei o resto das minhas ovelhas de todas as regiões… Dar-lhes-ei pastores que as apascentem» (v. 3-4). O Bom Pastor é Jesus, que dá a vida pelas ovelhas, derruba os muros da inimizade, reúne os filhos dispersos, reúne num só Corpo os que estão perto e os que estão longe, reconcilia e estabelece a paz entre todos, a preço do seu sangue, por meio da cruz (II leitura).

Deste modo Jesus torna-se o verdadeiro guia do novo povo de Deus, o modelo dos pastores e do rebanho (1Pd 5,1-2). Isto é válido para a Igreja e para a sociedade. Todo aquele que tem uma tarefa de guia, seja a que nível for, pode aprender de Cristo. Nele se inspira, emblematicamente, também a seguinte reflexão dirigida ao guia dos escuteiros: «Recorda, chefe dos escuteiros, se tu abrandas, eles param; / se tu cedes, eles regridem; / se tu te sentas, eles deitam-se; / se tu duvidas, eles desesperam; / se tu criticas, eles derrubam. / Se tu caminhas na frente, eles te ultrapassarão; / se tu dás a tua mão, eles darão a sua pele; / se tu rezas, eles serão santos».


Palavra do papa
(*) «O desenvolvimento precisa de cristãos de braços erguidos para Deus no gesto da oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor repleto de verdade, caritas in veritate, do qual procede o autêntico desenvolvimento, não é produzido por nós mas é-nos oferecido. Por isso até mesmo nos momentos mais difíceis e complexos, além de reagir com consciência, devemos sobretudo referir-nos ao seu amor. O desenvolvimento implica atenção à vida espiritual, séria consideração das experiências de confiança em Deus, de fraternidade espiritual em Cristo, de abandono à Providência e à Misericórdia divinas, de amor e de perdão, de renúncia de si mesmos, de acolhimento do próximo, de justiça e de paz».
Bento XVI
Encíclica Caritas in Veritate, 29.6.2009, n. 79

No encalço dos Missionários
- 20/7: S. Apolinário, primeiro bispo de Classe-Ravena (Itália), evangelizador da Emília-Romagna e mártir (séc. II).
- 20/7: S. Frumencio (†380 ca.), fundador da Igreja na Etiópia, primeiro bispo de Axum, ordenado por Santo Atando.
- 21/7: S. Lourenço de Brindes (1559-1519), capuchinho, percorreu muitas regiões da Europa pregando o Evangelho e realizando missões de reconciliação; é doutor da Igreja.
- 21/7: S. Alberico Crescitelli (1863†1900), sacerdote italiano do PIME, missionário na China, mártir na revolta dos ‘boxeres’.
- 22/7: S. Maria Madalena: curada por Jesus, seguiu-o até ao Calvário; foi a primeira a vê-lo Ressuscitado e a anunciá-lo aos Apóstolos.
- 23/7: S. Brígida da Suécia (1302-1373), mãe de família, depois religiosa, mística e fundadora, peregrina a vários santuários; co-padroeira da Europa.
- 23/7: S. Basílio Hopko (1904-1976), bispo auxiliar greco-católico de Presov (Eslováquia) e mártir; foi preso (1950-1964) e torturado pelo regime comunista.
- 23/7: B. Margarida Maria López de Maturana (1884-1934), religiosa espanhola, fundadora do Instituto das Mercedárias Missionárias de Bérriz.
- 24/7: S. Sarbel (José) Makhluf (1828-1898), monge maronita do Líbano, depois eremita dedicado à oração e a austeras privações.
- 24/7: Recordação do P. Ezequiel Ramin, missionário comboniano, morto aos 32 anos (†1985) em Cacoal (Rondónia-Brasil), por ter acompanhado um grupo de camponeses que reclamavam as suas terras.
- 25/7: S. Tiago, Apóstolo, filho de Zebedeu, irmão de João; foi o primeiro mártir de entre os Apóstolos (†43-44); é patrono da Espanha.
- 25/7: BB. Rodolfo Aquaviva e outros 4 companheiros Jesuítas, martirizados (†1583) em Salsete (Índia).

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Organizador por: P. Romeo Ballan – Missionários Combonianos (Verona)
Sítio Web: www.euntes.net «Palavra para a Missão»
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MIL VIDAS PARA A MISSÃO
"santos e capazes... para fazer causa comum... com os mais pobres e abandonados"
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